A fama de Alfama é algo que não se percebe sem nunca ter ido lá.
Dantes, perdi-me muitas vezes naquelas ruas.
Deambulava, descobria um bocadinho de Lisboa que não se parece nada com ela.
Ou então, é mesmo ali que vive a verdadeira Lisboa, escondida entre muros brancos e vasos com sardinheiras. Encantada com a música que paira no ar e perdida em mil e uma ruinhas e ruelas que vão sempre dar a um recanto mais bonito que o anterior.
Estão lá. Sempre lá.
Sempre que tiro uma fotografia, elas aparecem.
Alias, muitas vezes são elas que se impõe como condição para a fotografia ser tirada.
São um reflexo das coisas. Uma prova de que elas realmente existem.